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Portfólio de Psicologia

Portfólio de Psicologia

Condicionamento clássico

27.03.22, Francisca Cardoso

O investigador foi Ivan Pavlov (1849-1936) que efetuou experiências com cães, essas experiências são o exemplo desta forma de aprendizagem.

Pavlov observou que os cães salivavam quando as glândulas salivares se punham em contacto com a carne, o que classificou de reacção incondicionada. Depois os cães passaram também a salivar apenas por verem a carne.

Esta reacção foi classificada de resposta condicionada, que teria sido aprendida.

Pavlov pensou que essa aprendizagem era devido a uma associação de estímulos. Demonstrou esta hipótese com uma sequência de testes que tentou associar um estímulo neutro (ou seja, que não provocava qualquer resposta), o som duma campainha, com um estímulo incondicionado (carne, que provocava a resposta incondicionada da salivação). Após algumas associações, o som da campainha tornou-se num estímulo condicionado, pois à sua presença, os cães reagiam com a salivação, agora resposta condicionada.

O condicionamento clássico é um tipo de aprendizagem em que um organismo aprende a transferir uma resposta natural perante um estímulo, para outro estímulo inicialmente neutro, que depois se transforma em condicionado. Este processo dá-se através da associação entre os dois estímulos (incondicionado e neutro).

Para que o condicionamento clássico se gere deve-se apresentar primeiro o estímulo neutro e alguns segundos depois o estímulo incondicionado (o processo deve repetir-se diversas vezes), para que possa haver associação.

Outro conceito é o reforço, que significa o emparceiramento seguido dos estímulos condicionados e incondicionados, que ao não ser feita tende a fazer diminuir as respostas condicionadas, podendo levá-las até à extinção, ou seja até desaparecerem.

A generalização consiste no aparecimento de respostas condicionadas perante estímulos parecidos, mas que não são iguais. A discriminação consiste na capacidade de distinguir estímulos semelhantes, produzindo a resposta apenas no estímulo correcto. Por exemplo, se o cão saliva ao ouvir um som idêntico ao da campainha original dizemos que generalizou a resposta. Se não saliva na mesma situação é porque discrimina os sons. Assim, a generalização é uma resposta à similaridade dos estímulos e a discriminação é uma resposta às diferenças entre eles.

Qualquer estímulo, sejam em pessoas, objectos ou actividades podem ser associados com estímulos que provoquem respostas emocionais. Esse é a capacidade do professor, o seu comportamento afectivo, a maneira de organizar as aulas, os métodos e técnicas educacionais que usa nas aulas podem criar emoções de bem-estar ou mal-estar nos alunos que ficarão associadas às matérias dadas e/ou ao próprio ensino em si.

As sensações agradáveis fazem com haja uma aprendizagem melhor, mas também existe um risco na aprendizagem por condicionamento clássico porque não é consciente e não há uma verificação sobre os estímulos. O principal responsável é o professor que deve-se preocupar em impossibilitar os estímulos desagradáveis e proporcionar os agradáveis.

Pode-se agir impedindo o desenvolvimento de reacções emocionais negativas nas situações escolares e na correcção, através do princípio da extinção (colocando o aluno na situação-problema garantindo-lhe que não será negativo), da extinção gradual (semelhante mas em pequenos passos de cada vez) ou através da contra aprendizagem (apresentando estímulos positivos perante a situação problema de forma a que passe a estar associada a uma sensação de bem-estar).

Deve passar o menos tempo possível nas intervenções de correcção, porque quanto mais se instalar um receio, mais difícil é fazer com que ele desapareça.

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