Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Portfólio de Psicologia

Portfólio de Psicologia

Emoções

27.03.22, Francisca Cardoso

As emoções são reações psicofisiológicas que representam formas de adaptação a certos estímulos do indivíduo quando percebe um objeto, uma pessoa, um lugar, um acontecimento ou uma recordação importante. São aquilo que sentimos quando percebemos algo ou alguém.

São universais e comuns a todas as culturas. As suas manifestações também têm padrões de comportamento semelhantes em todos os indivíduos.

Pode-se dizer que as emoções têm 3 funções principais:

1-Função adaptadora: prepara o organismo para a ação sendo esta uma das mais importantes Graças a esta capacidade podemos atuar eficazmente.
2-Função social: expressam o nosso estado de ânimo e facilitam a interação social para que se possa prever o comportamento. Além da expressão oral ganha muita importância a comunicação não verbal que se reflete, muitas vezes, inconscientemente.
3-Função motivadora: existe uma relação entre motivação e emoção, retroalimentando-se ambas. Qualquer comportamento motivado para algo. Por exemplo, se no sentirmos alegres quando estamos uma pessoa, estaremos mais motivados para voltar a estar com ela.

img_83908-175.jpg

Perspetiva/teorias das emoções

Segundo Charles Darwin
-Darwin procurou traços comuns na expressão de emoções em vários povos, e identificou seis emoções primárias ou universais: a alegria, a tristeza, a surpresa, a cólera, o desgosto e o medo;
-Considerou que as emoções têm um papel adaptativo fundamental na história da espécie humana, sendo determinante para a sua capacidade de sobrevivência.

Segundo Ekman
-Mais tarde Ekman investigou tentando procurar uma tese que defendo que povos diferentes teriam emoções diferentes;
-Confirmou a tese de Darwin: há emoções que são universais, independentes do processo de aprendizagem e da cultura em que se manifesta;
-Não nega a influência da cultura nas emoções, na medida em que há regras que controlam a sua expressão. Porem, existe um património comum ao nível das emoções e da sua expressão.
Perspectiva Fisiológica
-Defendida por Willians James, que considerava que as emoções resultariam da consciência das mudanças orgânicas provocadas por determinados estímulos;
-As emoções resultam das percepções do estado do corpo, das mudanças orgânicas provocadas por estímulos.
- O estado de consciência de emoções como a cólera, a alegria, a raiva, resume-se à consciência de manifestações fisiológicas
Perspectiva Cognitivista
-Afirmam que os processos cognitivos, como as percepções, recordações e aprendizagens, são fundamentais para se perceberem as emoções;
-A forma como representamos uma dada situação, como a avaliamos é que desencadeia ou não determinada emoção;
Perspectiva Culturalista
- As emoções são processos aprendidos no processo de socialização;
- Consideram que as emoções são uma construção social, que tem que ser aprendidas;
- As diferentes sociedades e culturas definem o tipo de emoções que se podem manifestar e como as manifestar;
- A sua forma de expressão varia de cultura para cultura, dependendo assim do espaço e do tempo;
- Nega a existência de emoções universais: à diversidade cultural corresponde uma diversidade de emoções e das respectivas expressões.

 

Reflexão sobre a aprendizagem

27.03.22, Francisca Cardoso

A aprendizagem por observação e imitação é a que descreve melhor os nossos comportamentos, porque muitas das coisas que fazemos é por observação e imitação dos outros. Por exemplo, aprendemos a falar e a escrever por observação directa foi através dos nossos professores, dos nossos pais e também através de outras pessoas que conviveram com a criança. A maior parte do que aprendemos ao longo do tempo é através do contexto social, através do processo de socialização, observação e imitação dos outros. Podemos aprender muito com as observações. Esse aprendizado é muito observado nos dias de hoje, pois a pessoa adquire novos comportamentos enquanto observa o outro, para que possa aprender comportamentos que passam a fazer parte de seu quadro de resposta. Mas nem todos que observam comportamentos agressivos os replicam mais tarde, pois todos possuem um conjunto de habilidades que permitem o aprendizado e o desenvolvimento. Portanto, a observação dos outros permite que você ganhe habilidades por meio da modelagem social. Na experiência de Bandura, "o conhecimento é adquirido através do processamento cognitivo da informação".

Condicionamento clássico

27.03.22, Francisca Cardoso

O investigador foi Ivan Pavlov (1849-1936) que efetuou experiências com cães, essas experiências são o exemplo desta forma de aprendizagem.

Pavlov observou que os cães salivavam quando as glândulas salivares se punham em contacto com a carne, o que classificou de reacção incondicionada. Depois os cães passaram também a salivar apenas por verem a carne.

Esta reacção foi classificada de resposta condicionada, que teria sido aprendida.

Pavlov pensou que essa aprendizagem era devido a uma associação de estímulos. Demonstrou esta hipótese com uma sequência de testes que tentou associar um estímulo neutro (ou seja, que não provocava qualquer resposta), o som duma campainha, com um estímulo incondicionado (carne, que provocava a resposta incondicionada da salivação). Após algumas associações, o som da campainha tornou-se num estímulo condicionado, pois à sua presença, os cães reagiam com a salivação, agora resposta condicionada.

O condicionamento clássico é um tipo de aprendizagem em que um organismo aprende a transferir uma resposta natural perante um estímulo, para outro estímulo inicialmente neutro, que depois se transforma em condicionado. Este processo dá-se através da associação entre os dois estímulos (incondicionado e neutro).

Para que o condicionamento clássico se gere deve-se apresentar primeiro o estímulo neutro e alguns segundos depois o estímulo incondicionado (o processo deve repetir-se diversas vezes), para que possa haver associação.

Outro conceito é o reforço, que significa o emparceiramento seguido dos estímulos condicionados e incondicionados, que ao não ser feita tende a fazer diminuir as respostas condicionadas, podendo levá-las até à extinção, ou seja até desaparecerem.

A generalização consiste no aparecimento de respostas condicionadas perante estímulos parecidos, mas que não são iguais. A discriminação consiste na capacidade de distinguir estímulos semelhantes, produzindo a resposta apenas no estímulo correcto. Por exemplo, se o cão saliva ao ouvir um som idêntico ao da campainha original dizemos que generalizou a resposta. Se não saliva na mesma situação é porque discrimina os sons. Assim, a generalização é uma resposta à similaridade dos estímulos e a discriminação é uma resposta às diferenças entre eles.

Qualquer estímulo, sejam em pessoas, objectos ou actividades podem ser associados com estímulos que provoquem respostas emocionais. Esse é a capacidade do professor, o seu comportamento afectivo, a maneira de organizar as aulas, os métodos e técnicas educacionais que usa nas aulas podem criar emoções de bem-estar ou mal-estar nos alunos que ficarão associadas às matérias dadas e/ou ao próprio ensino em si.

As sensações agradáveis fazem com haja uma aprendizagem melhor, mas também existe um risco na aprendizagem por condicionamento clássico porque não é consciente e não há uma verificação sobre os estímulos. O principal responsável é o professor que deve-se preocupar em impossibilitar os estímulos desagradáveis e proporcionar os agradáveis.

Pode-se agir impedindo o desenvolvimento de reacções emocionais negativas nas situações escolares e na correcção, através do princípio da extinção (colocando o aluno na situação-problema garantindo-lhe que não será negativo), da extinção gradual (semelhante mas em pequenos passos de cada vez) ou através da contra aprendizagem (apresentando estímulos positivos perante a situação problema de forma a que passe a estar associada a uma sensação de bem-estar).

Deve passar o menos tempo possível nas intervenções de correcção, porque quanto mais se instalar um receio, mais difícil é fazer com que ele desapareça.

Ver a imagem de origemVer a imagem de origem

Pesquisa Autónoma: Distúrbios de aprendizagem

27.03.22, Francisca Cardoso

A escolaridade é uma etapa essencial no desenvolvimento das crianças, a aparição de um distúrbio de aprendizagem tem um grau de importância. Os de aprendizagem são problemas que afetam a capacidade da criança de receber, processar, analisar ou armazenar informações, podem dificultar a aquisição de leitura, escrita, soletração e resolução de problemas matemáticos.

A discalculia, ou incapacidade em matemática, consiste em uma dificuldade persistente para aprender ou entender conceitos numéricos, princípios de contagem e aritmética. Essas dificuldades são frequentemente chamadas de incapacidade matemática. Entre 3% e 8% das crianças em idade escolar apresentam dificuldades persistentes para a aprendizagem desses conceitos matemáticos, que as acompanham de uma série para outra no ensino fundamental. Cerca da metade das crianças que apresentam discalculia também apresenta atrasos para aprender a ler ou tem uma incapacidade em leitura, e muitas têm o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

A dislexia, ou incapacidade em leitura, consiste em uma dificuldade inesperada de ler, sendo que “inesperada” significa que todos os fatores necessários para a leitura parecem estar presentes (inteligência, motivação e uma instrução em leitura pelo menos adequada) e, no entanto, a criança ainda não consegue ler. As dificuldades em leitura não são apenas muito prevalentes (as estimativas variam entre 25% e 40%), mas também persistentes. Cerca de 75% das crianças que têm problemas com leitura no terceiro ano continuam a apresentá-los no decorrer de sua vida escolar.

O insucesso em leitura apresenta correlação alta com fracasso escolar e problemas comportamentais, sociais e emocionais subsequentes, sendo a leitura considerada como um fator de proteção que se contrapõe a desvantagens sociais e/ou econômicas. A competência em matemática relaciona-se com diferenças em termos de emprego, renda e produtividade no trabalho. Os distúrbios de aprendizagem são, portanto, um problema sério de saúde pública, que resulta em dificuldades duradouras de aprendizagem de habilidades na escola e no trabalho e na criação de encargos financeiros para a sociedade.

Para melhorar as habilidades com relação a problemas linguísticos, existem mais duas abordagens: a instrução metacognitiva, na qual os professores ajudam os alunos a aplicar estratégias de organização e planejamento, e a instrução baseada em esquemas, na qual os alunos inicialmente dominam regras para a solução de tipos de problemas, e depois desenvolvem esquemas para agrupar problemas em tipos que pedem estratégias de resolução semelhantes.

Resolver as questões relativas às melhores abordagens para o ensino de alfabetização e de matemática para crianças de risco é mais do que uma questão acadêmica, e tem amplitude em âmbito nacional e internacional. Propiciar às crianças o desenvolvimento dessas habilidades básicas promove seu bem-estar acadêmico, emocional e social, com implicações que estendem por toda a vida.

Ainda há muito por fazer em termos de pesquisa básica, avaliação e remediação de incapacidades matemáticas. É preciso desenvolver um teste diagnóstico padronizado para obter informações mais precisas sobre aspectos, tais como o conhecimento de procedimentos de contagem e de resolução de problemas matemáticos em crianças nos anos iniciais do ensino fundamental que apresentam discalculia.

O treinamento e o fortalecimento dos processos nucleares da leitura são a maneira mais provável de favorecer as habilidades de leitura. Qualquer atividade que contribua para o desenvolvimento de habilidades de linguagem deve ser bem-vinda, mas, a partir dos cinco anos, deve haver uma prática mais sistemática, de pelo menos cinco a vinte minutos por dia, no contexto de brincadeiras. O procedimento preventivo mais adequado é utilizar um princípio consistente que favoreça as conexões mais dominantes e frequentes entre letras e sons.

Aprendizagem por Modelação ou observação

27.03.22, Francisca Cardoso

A aprendizagem por observação foi estudada por Albert Bandura (1925-1998), que desenvolveu várias experiências para fundamentar a sua teoria.

Segundo Bandura, a aprendizagem social ocorre pela observação dos comportamentos daqueles com quem convivemos (pais, amigos, professores). Bandura designa por modelação ou modelagem o processo de aprendizagem social feito com base na observação e imitação sociais.

É observando e imitando que as crianças aprendem a falar e a brincar, como por exemplo às casinhas ou aos polícias e ladrões. O adolescente aprende com os outros a gostar da roupa que quer comprar e ganha hábitos de fumar ou ir à discoteca. Também o adulto imita os outros nas roupas que escolhe, na preferência por determinadas marcas de automóvel, no tipo de férias que escolhe e na forma como educa os filhos.

A ideia-chave das percepções de Bandura é que as pessoas podem aprender tão bem directamente como indirectamente.

Por exemplo: um empregado que ganha um prémio pelo seu desempenho profissional está a ser reforçado pelo seu comportamento positivo e tenderá a mantê-lo no futuro (aprendizagem por reforço directo). Os colegas de trabalho tenderão a proceder como ele porque viram que o bom desempenho é apreciado (aprendizagem por reforço indirecto). Isto significa que aprender com o que acontece aos outros é uma via de aprendizagem de grande número de comportamentos, atitudes e sentimentos sociais.

Ver a imagem de origem

Ver a imagem de origem

Factores que influenciam a aprendizagem por observação:

. A proximidade com o modelo;

. O peso afectivo do modelo;

. A pertença de género e da idade (é mais frequente a imitação de modelos entre pessoas do mesmo género e com idades próximas);

. Estatuto dos modelos;

. A atenção.

Tipos de Aprendizagem

27.03.22, Francisca Cardoso

Segundo a aprendizagem associativa para se aprender tem de se associar estímulos e respostas ou associar estímulos. Existem dois tipos de aprendizagem associativa: o condicionamento clássico e o condicionamento operante.

O condicionamento clássico foi o investigado russo Ivan Pavlov quem, ao estudar os reflexos digestivos do cão, descobriu uma forma de aprendizagem presente nos seres humanos e noutros animais.

O condicionamento operante foi o investigador norte-americano Rufus Skinner que desenvolve uma experiencia que o vai conduzir à descoberta do modo como tantas das nossas aprendizagens se processam e se mantêm.

Para controlar as variáveis da experiencia, criou um dispositivo experimental que tem o seu nome, a “caixa de Skinner”, que apresenta um dispositivo automático que liberta o alimento quando accionado.

Muitos dos nossos comportamentos foram adquiridos ao longo do processo de socialização através da observação e imitação dos outros.

A aprendizagem por observação e imitação foi estudada por Albert Bandura que numa das suas experiencias ofereceu um boneco a uma criança e a criança não demonstrou nenhuma atitude violenta. Contudo, depois da criança assistir a um adulto a bater ao boneco imitou este comportamento.

Bandura confirmou que a experiência dos outros pode conduzir à aquisição de novos comportamentos.

Contudo, notou que algumas crianças não reproduziam o comportamento que observam. Concluiu que não basta observar e reter um comportamento para o imitar e que a fase de execução implica factores internos do próprio sujeito.

O condicionamento clássico, bem como os outros acabam por ter vantagens e limitações, porque o comportamento é em função do estímulo, o ensino deve fornecer estímulos adequados, o fornecedor que os tem que fornecer, a aprendizagem depende apenas dos estímulos. E no condicionamento operante, no ensino existe arranjo das contingências de reforço, o formador faz surgir um comportamento óptimo usando os estímulos e os reforços apropriados, diminui o papel do individuo enquanto construtor da própria aprendizagem, o reforço nem sempre funciona devido aos diferentes significados e consequências para cada um, apela à manifestação do ensino. Na aprendizagem por observação e imitação a aprendizagem pode ocorrer em situações sociais, mais nem todas as aprendizagens, um individuo não necessita de experimentar todos os passos e um comportamento mais complexo para aprender, muitos comportamentos podem ser facilmente ensinados por exposição ao modelo, os indivíduos intervém no processo da aprendizagem.

Dos três tipos de aprendizagem existentes a mais adequada para justificar o comportamento é a aprendizagem por observação e imitação é a mais adequada, porque muitas das coisas que nos aprendemos foi por vermos a alguém, como por exemplo quando aprendemos a escrever ou a falar.

A aprendizagem (reflexão)

27.03.22, Francisca Cardoso

Neste tema começamos por aprender que, numa definição geral, a aprendizagem é o processo pelo qual as competências, habilidades,conhecimentos, comportamento ou valores são adquiridos ou modificados, como resultado de estudo, experiência,formação, raciocínio e observação.

Mas a aprendizagem pode ser analisada partir de diferentes perspetivas, de forma que há diferentes
teorias de aprendizagem. Aprendizagem é uma das funções mentais mais importantes em humanos e animais e também pode ser aplicada a sistemas artificiais. Aprendizagem humana está relacionada à educação e desenvolvimento pessoal. Deve ser devidamente orientada e é favorecida quando o indivíduo está motivado.

Ver a imagem de origem

-A aprendizagem é sempre uma alteração comportamental relativamente a um estado anterior, só se podendo falar de aprendizagem se o indivíduo adquiriu uma conduta quenão possuía ou alterou uma já existente.
- As modificações processadas têm que apresentar carácter duradouro. Os efeitos do processo de aprendizagem têm que permanecer ao longo da vida. A leitura e a escrita são exemplos de condutas aprendidas na infância e que se mantêm no tempo.
 -A aprendizagem implica alguma forma de exercício, o que significa que ninguém aprende sem experiência, prática, treino ou estudo. Não é sem treino que sabemos nadar ou que nos tornamos peritos no uso do computador; é a experiência que nos ensina como cumprimentar uma pessoa ou como evitar um choque elétrico.

Introdução

27.03.22, Francisca Cardoso

Introdução

Este Portfólio foi elaborado por Francisca Cardoso, nº10  12d, aluna do Agrupamento de Escolas de São João da Talha.

A finalidade do mesmo é  a apresentação dos conteúdos programáticos (do segundo semestre) da disciplina de psicologia ao longo do presente ano letivo, com a finalidade de o tornar mais completo, este contém reflexões pessoais, biografias sobre autores, documentários e pequenos resumos acerca da matéria.